domingo, 18 de setembro de 2011

IMAGINAR NÃO CUSTA

Proponho-me imaginar
viver no tempo do Eça
com ele compartilhar
longas horas de conversa
que bom teria que ser
ouvir da boca de quem
sem ser só a escrever
teria como ninguém
histórias para contar
iguais à do Mandarim
ou à Cidade e as Serras
sempre com um bom fim
lembrando bonitas terras

E com Pessoa também
lá no café das Arcadas
sentir-me-ia tão bem
como num conto de fadas
tristeza com tanto interesse
mesmo em Desassossego
seria uma benesse
e também um aconchego
antes de ter grande fama
pois só depois de morrer
alcançou a boa chama
do mundo reconhecer
de tal Homem o valor
qu’imagino ao meu lado
servindo-me de mentor
do por mim desejado
génio que eu bem procuro
o tal que eu não alcanço
no presente e no futuro
e só vejo de raspanço

Imaginar, pois, não custa
e isso faço por vezes
por muito que seja injusta
essa acção dos portugueses
que melhor é seu desejo
para si e para os seus
eu no meu papelejo
vou fazendo os meus Orfeus
que para depois eu deixo
s’houver alguém que deseje
por virtude ou por desleixo
e ainda que boceje
reler alto e em bom som
os textos e os poemas
o que é mau e o que é bom
mesmo não sendo emblemas

Mas deixem-me imaginar
as tertúlias com poetas
com escritores a atinar
também com as suas petas

Já que hoje se perdeu
o costume de juntar
à mesa de um ateneu
gente só p’ra falar
que façamos pelo menos
o esforço de recordar
e assim imaginemos
o prazer disso gostar

IMPOSSÍVEL OU TALVEZ NÃO!

JÁ NÃO É APENAS UMA QUESTÃO que se coloca a Portugal. É bastante mais do que isso, se bem que interesse ao nosso País assim como a todos os que fazem, parte do Eurogrupo e que, apesar dos anos já decorridos sobre a data em que foi posta em vigor a ideia de se criar uma união entre todos os países que fazem parte deste Continente, não foi ainda concretizada na totalidade – até mesmo se encontra ainda muito longe de presenciarmos a finalização desse sonho -, posto que, como em todas as questões em que o ser humano interfere, não se encontrou uma unidade de interesses que digam respeito ao que ficou determinado no momento em que se pretendeu transformar o desejado em algo de concreto.
Parecendo, em teoria, que a ideia tinha todos os pés para poder pô-la a andar, na prática, depois, só se têm encontrado impedimentos, os quais são os culpados de a Europa forte e a puxar toda para o mesmo lado não ter ainda aparecido e de existirem já muitos desfalecimentos quanto a conseguir-se passar à prática.
É verdade que não se trata de uma actuação que se considere de fácil execução, posto que se, no capítulo da moeda única, lá se alcançou a adesão de quase todas as nações que fazem parte do grupo – se bem que, até aí, se depararam recusas, como é o caso da Grã Bretanha que, conservadora como é, só deixou que a Libra passasse a ser utilizada com centesimais, ao contrário dos anteriores shillings e pences, mas não só esse País -, no que diz respeito a criar-se uma economia toda ela regida com determinações comuns a todos os parceiros e à dificílima unidade política (esta provavelmente que nunca se alcançará, pela diversidade de regimes que existem no espaço europeu, ainda que a prática democrática seja o modelo generalizado e obrigatório), tudo isso está longe de considerar-se resolvido, o que, por via disso, se terem verificado problemas de falência do estados que enveredaram por actuações que tinham de concluir com as debilidades financeiras com que lutaram e lutam, como foi o caso, por exemplo, da Islândia e ainda é no que se refere à Grécia, para não acrescentar a Irlanda e, infelizmente, Portugal, situação esta que conhecemos melhor e cujos culpados estão há muito encontrados, pelo despesismo que originou ao recurso aos empréstimos externos, solução ou nem isso para cobrir as necessidades de cobrir as obrigações internas de cada caso que chegam ao ponto de faltar dinheiro para suportar as despesas de salários, de reformas e de outras obrigações que os governos têm de enfrentar.
O caso mais evidente é o do País onde, por ironia do destino, nasceu a Democracia, a Grécia, que tem passado pelo enxovalho de ser considerada como o máximo da incapacidade governativa para conduzir uma nação sem o recurso de ter de andar de mão estendida a solicitar aos parceiros do Continente para lhe valerem, tendo de aceitar todas as imposições que lhe são feitas. E o caso português, se não atingiu tão vergonhosa posição, mesmo assim foi obrigado a solicitar a observação e o conselho de técnicos estranhos, os quais firmaram os pontos que fazem parte de um memorando que estabelece as regras que temos de seguir se pretendemos encontrar solução para o desgoverno socratiano que nos foi deixado por um político português que ficará na História pela sua incapacidade e incompetência em tomar conta de uma governação.
Pois se já existisse dentro do grupo europeu uma determinação que impusesse regras económicas para que nunca se chegasse ao ponto de os dinheiros públicos não chegarem para suprir as necessidades primárias de cada parceiro, e em que todos os participantes dessa unidade, pondo de parte orgulhos de nacionalidade e de um patriotismo primário, seguissem normas iguais para todos e que, entre si, estabelecessem o movimento de produtos para que cada um produzisse o que os mercados necessitam, sem concorrências de preços que só dificultam a colocação dos mesmos junto dos consumidores, se essa política também contribuísse para que o desemprego nunca atingisse foros de perigosidade, posto que se verificaria a colocação de especialistas em cada nação europeia que necessitasse deles, se tudo isso já fosse uma realidade, então poder-se-ia dar graças à criação do Espaço Europeu, fosse ele formado pela constituição de uns Estados Unidos ou tivesse outro nome que suportasse as diferenças de culturas e não fosse contra as características próprias de cada um, posto que até no seio desses estados se verificam diferenças de toda a espécie (e ainda bem), desde a língua, a gastronomia, a cultura, as características de paisagem e de maneira de convivência, e nada disso se perderia com a outra união que apenas serviria para igualizar o nível de vida de todos, combatendo-se de mãos dadas as enormes diferenças que ainda hoje existem, entre os muito pobres e os muito ricos, situação esta que fomenta a inimizade entre classes e serve para abrir portas a guerras que o Homem, o subalternizado, acaba por fomentar, em parte pela inveja que é um dos defeitos mais perigosos com que lidamos a cada passo.
Eu sei que isto que acabo de redigir constitui um sonho que provavelmente nunca se realizará. Seria necessário que uma onda de compreensão e de confraternização nascesse no ser humano. Mas, por mais longínquo que esteja esse desiderato, a aspiração em se atingir tamanha ventura deverá estar sempre presente nos que governam os diversos parceiros europeus e que não se repitam as actuações que se deparam com persistência por parte de certos países quererem que têm a ambição de se situar acima dos outros. A final é a guerra dos pátios que nós por cá bem conhecemos que, ao nível do Continente europeu, provocam as desavenças tão prejudiciais a todos os milhões de habitantes que são obrigados a viver neste espaço.
Eu, pelo menos, sustento aquilo que sei que não será nunca alcançado. É uma forma de acabar o passeio pela vida com a convicção de que o impossível pode acontecer…

sábado, 17 de setembro de 2011

VOTEM BEM NA MADEIRA

ESTE CASO DA MADEIRA, que tem ocupado a atenção de todos os políticos do País e que até o Presidente da República, que tem o hábito de ficar calado perante situações que merecem a sua intervenção, nem que seja apenas com um ar da sua graça, já mostrou estar preocupado com a situação criada pelo Alberto João Jardim que, seguindo os procedimentos de Sócrates, gastou à tripa forra e deixou escondidas as facturas por pagar de fornecedores que foram contratados para as obras que têm ali sido feitas, sendo de mais de um milhar de milhões de euros que se acrescentam ao já tão pesado défice do País, nesta altura faz-nos a nós, todos portugueses sem distinção do local em Portugal onde residem, desde Trás-os-Montes e passando pelos dois arquipélagos, sofrer as consequências de tamanha má surpresa vindo contrariar a ideia que já se conseguia que existisse de que o nosso País iria conseguir ser cumpridor do memorando da responsabilidade assumida e, com algum tempo e muito sacrifício, se acreditava que seria capaz de ultrapassar a situação dificílima que está a suportar e que, dentro de alguns anos, poderia encontrar o caminho seguro de um futuro tranquilo.
Se se tratasse de outro político a ser o causador de tão irresponsável atitude, se não fosse esse Jardim, que não tem papas na língua e se atira a todos os participantes nos lugares de importância, se não se desse o caso de existir um receio por parte da maioria de elementos que fazem parte dos Governos em chamar o Jardim pelos nomes que ele não hesita em atirar contra os que interferem no seu comportamento, se isso não sucedesse é óbvio que não se perdoaria ao presidente daquela Região e as acusações surgiriam sem ape4lo nem agravo.
Resta agora assistir se a figura em causa vai ou não sofrer as consequências do seu criminoso acto. E, quando ocorrerem as eleições naquele arquipélago, em Outubro, se os eleitores respectivos continuam a escolhê-la para se manter na posição que exerce há imensos anos.
Por sua vez, o líder do PSD, Passos Coelho, também não pode ficar na posição cómoda de contemplar os factos e não sair a público a retirar toda e qualquer confiança partidária que o seu grupo político prestaria se não tivesse ocorrido este criminoso acto de ter escondido dívidas contraídas e não pagas.
Há situação que não se podem ignorar e tomar uma atitude que não seja bem clara de, mesmo tratando-se de gente da mesma “família”, culpabilizar quem não merece mais a confiança do núcleo a que pertence.
Os sociais democratas madeirenses serão os primeiros a desviar-se da votação repetida ao longo dos anos e a escolher outra personagem que se apresente a disputar as eleições que se aproximam. Caso contrário, já que não é de esperar que o culpado não persista em candidatar-se, o que é que se pode dizer aos credores estrangeiros de uma persistência inexplicável.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SOLIDÃO COM MUITA GENTE

Andar pelo mundo
ouvir o ruído
mas bem lá no fundo
não ver o sentido
de tudo que passa
da gente que fala
da enorme massa
que nunca se cala
não ver os sentidos
daquilo que dizem
ter dor de ouvidos
sem ver se condizem
os sons que lhe saem
das bocas teimosas
parece que atraem
palavras folosas
com a vastidão
´é o que se sente
grande solidão
entre muita gente

UMA NO CRAVO E OUTRA NA FERRADURA

UMA
ESTIVE PARA NÃO ESCREVER hoje neste meu blogue. A repetição de assuntos ligados às dificuldades que são impostas aos portugueses para conseguirem levar as suas vidas com o mínimo de sacrifício, essas maldosas medidas que se filiam apenas no aumento de impostos e nas diminuições, por outro lado, das facilidades que existiam nas diferentes áreas que, ainda que poucas, sempre eram usufruídas pelos aos cidadãos, sobretudo no sector da saúde, quando tudo isso é o que sucede não me apetece participar na divulgação de sacrifícios que alguns jornais utilizam como motivo de encher as suas páginas.
Toda a gente esperava que os primeiros passos que daria o actual Governo, especialmente depois da má experiência seguida por Sócrates, era o de cortar rapidamente os gastos exagerados que o Estado suporta e que, sabendo-se quais são, não seriam necessários grandes investigações para pôr em pratica as actuações que se encontrariam na lista das prioridades.
Como se sabe, não foi essa, nos meses que já decorreram desde a entrada em funções do Executivo chefiado por Passos Coelho, a disposição mostrada pelos elementos governativos, tendo antes preferido actuar no lado dos impostos, pois que será a forma mais rápida de satisfazer a falta de dinheiros públicos. Mas, com essa actuação, surgiram, mesmo em estado de graça de que gozava uma governação acabada de chegar, as primeiras críticas e as oposições, especialmente por parte do Partido Socialista, têm vindo a criticar o caminho que o PSD e o CDS, ambos membros do grupo no poder, escolheram para, cumprindo o memorando da Troyka, ser mais papistas que o papa e ultrapassando mesmo os limites que foram assinados no momento oportuno.
Até quem neste momento, lá surgiu a informação de que o corte nas despesas irá ultrapassar em 2012 os 3 mil milhões de euros e que, no período que decorre entre 2011 e 2015, atingirá entre os 7% e os 10% o total das reduções em idêntica área, alegando o Executivo que o propósito é sobretudo descolarmos da Grécia. Compete, pois, aos vários ministérios cumprir o papel que lhes cabe, posto que tem de ser com a participação de cada sector que se poderá atingir o objectivo final.
Para já, os ministros da Defesa e das Finanças assumiram a posição de continuar o corte nos salários das forças armadas, o qual teve início em 2010, o que vai aumentar ainda mais a insatisfação daquele sector.
É evidente que o Executivo, ao meter a mão no bolso de cidadãos dos mais diversos sectores da vida nacional, recebe de volta o mau modo que é natural de quem v ê diminuídos os seus rendimentos, salariais e outros. Mas o que se torna fundamental é que não deixe de ser dado o devido esclarecimento ao público, posto que o silêncio por parte das autoridades respectivas é que provoca as revoltas que, em certas ocasiões, podem fomentar acções que depois são muito difíceis de acalmar, especialmente quando se torna necessário fazer intervir as mesmas forças militares e policiais.
Pelo menos uma notícia acolhedora apareceu no meio público: a de que os depósitos bancários dos portugueses se encontram seguros e de que o Banco de Portugal vai ter poderes redobrados que garantem um acompanhamento apertado das situações das diferentes instituições bancárias para que hajam surpresas idênticas à que ocorreu com o caso do BPN.
Uma no cravo e outra na ferradura é o sistema bem português que, até agora, tem dado resultado.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

JÁ NÃO TENHO IDADE


Já não tenho essa idade
passou o tempo de a ter
perdi também a vontade
de pensar que vou morrer

Já não tenho tal idade
para incómodos fatais
p’ra merecer caridade
até dos que estão iguais

Assim faço eu na vida
quieto aqui no meu canto
passou tudo de fugida
e nem sequer fui um santo

A aguardar p’la minha hora
penso bem no tal momento
no velho por quem se chora
no que sou e me contento

Quando passa essa idade
p’ra outras coisas fazermos
obrigar-nos é maldade
podemos ficar enfermos

Há aqueles que não crêem
que a idade muito pesa
pois coitados não se vêem
ao espelho, é só beleza

Passada a idade bela
quando é tão fácil tudo
agora toda a cautela
me torna mais façanhudo

Não senhor, não tenho idade
p’ra fingir que não sou velho
quer no campo ou na cidade
o que me sinto é bem relho

Relembrar tempos antigos
antes de haver liberdade
enfrentando os perigos
para isso tinha idade

Muitos amigos de então
recordo-os com saudade
mortos ou velhos estão
já passaram a idade

A juventude de hoje
gozando a mocidade
já não se esconde nem foge
como eu com a sua idade

Nem p’la cabeça lhes passa
sequer a dor a metade
hoje pode até ter graça
não tinha naquela idade

Mudou muito cá a vida
de voltar não há vontade
p’ra enfrentar tal ferida
eu já não teria idade

PEDOFILIA É COISA NOVA?

NÃO É UMA SITUAÇÃO NOVA, pois que, desde que o homem é homem, e já na antiga Grécia sucedia o horroroso crime de os mais crescidos serem tentados pelo abuso sexual de crianças, mas a verdade é que, actualmente e sobretudo de há alguns anos a esta parte, são constantes as notícias de que ocorrem mal feitorias deste tipo em Portugal, as quais mais divulgadas foram as do sabido caso da Casa Pia que, por outro lado, ainda não resultou na punição legal que se esperava, mantendo-se em suspenso o cumprimento dos anos de cadeia que os juízes atribuíram a umas tantas cabeças conhecidas que, talvez por isso, se continua a aguardar que o caso seja fechado depois do cumprimento das penas.
Recordo isto apenas para dar mostras de como se encontram várias áreas da vida democrática em Portugal, que muitas cabeças se pavoneiam em afirmar que é um regime completamente instalado e que, da parte de bastante figuras públicas, se garante que as liberdades são cumpridas com grande rigor.
Seria bom que assim fosse, mas basta passarmos uma vista de olhos pelos títulos dos diários para constatarmos, com independência, que os 37 anos ocorridos sobre a data da Revolução não foram bastantes para se produzir a alteração de fundo que todo um povo que acabava de sair de um regime ditatorial e mesmo os que nasceram já no período pós revolucionário não têm quem os ensine a praticar uma verdadeira liberdade, isto é, actuar respeitando as liberdades dos outros.
Mas, adiante. Será imprescindível que, em vez dos gabanços que se ouvem constantemente, de indivíduos que não deviam assumir tal gabarolice, pois a Grã-Bretanha que segue tal regime há mais de 300 anos, mesmo assim, com grande frequência, se verificam equívocos que resultam do não seguimento rigoroso dos princípios básicos da utilização dos direitos mas sobretudo dos deveres que regem uma autêntica Democracia.
Ao vermos as notícias que tenho defronte de mim salta-me à vista a reclamação dos muitos dos advogados que o Estado utiliza para servirem de defensores oficiosos, que, desde 2003, não recebem os seus honorários que, nesta altura, já atingem os 30 milhões de euros. Logo, se existem muitas dívidas por liquidar, pois toda a gente neste País deve a outros e se mantém em cadeia essa negação em pagar o que se deve, é do Estado que nasce o mau exemplo que, obviamente, se transmite em escala a todos os sectores da vida nacional. E assim nos mantemos a suportar uma vida que não dá mostras de se alterar para melhor.
Por isso, o Governo que está agora na berlinda determinou que as rendas das casa suba 3,19 % em 2012, apesar da Associação de Inquilinos exigir congelamento das mesmas rendas, devido, justamente, a uma altura em que não há aumentos de salários nem de pensões. Existindo cerca de 400 mil contratos de arrendamento anteriores a 1990 e deparando-se nesta altura, por via da paralisação de compra de andares devido à dificuldade de obter empréstimos bancários como sucedia, até excessivamente, no período imediatamente anterior, de repente e particularmente em Lisboa, tendo começado a ver-se os velhos escritos nas janelas, nem por isso a dificuldade em conseguir casa para viver, sobretudo os noivos que precisam, logo à partida, de um local para viverem, nem por isso se entrou num sistema facilitado. É que os preços pedidos pelos senhorios não conseguem adaptar-se às possibilidades dos interessados.
Pois é este o panorama com que se deparam os portugueses. Ultrapassado o período da facilidades, evidentemente excessivas e indevidamente utilizadas que existiam para adquirir casas, automóveis, mobiliário, férias e tudo que os bancos apregoava e facilitavam, e em que o dinheiro era o senhor absoluto da existência dos humanos e as operações bancárias, que seguiam uma actividade altamente lucrativa de obter fundos fora, pagando juros muito inferiores aos que exigiam aos nacionais, chegadas que foram as dificuldades intransponíveis da falta de emprego, com os muitos milhares de desempregados, tudo começou a ruir em cadeia. Não se paga e pronto!...
É e vidente que os detentores do poder têm uma grande dose de culpa. Porque os governantes têm a obrigação de prever o futuro, sobretudo o que está perto. E tendo consentido que os portugueses se habituassem a uma vida de fartura para a qual não tinham nessas alturas modo de manter, com isso foi parceiro dos gastos excessivos, de que, também os políticos usufruíram as respectivas regalias, mas que, nos seus casos, estando protegidos por salários elevados e por favores de amigos de partido que sempre lhes iam arranjando lugares que eram criados só para se manterem os apoios uns aos outros, perante esta situação foi o Zé povinho que acabou por pagar os seus desvarios e nesta altura se lastima por não ter sabido guardar o que gastou à tripa forra…
Será para distrair a escumalha que agora tanta divulgação se dá aos pedófilos? Então apareceram todos de repente? Trata-se de uma novidade?
Quem souber que responda.