TENHO TIDO O COMPUTADOR com um problema que não me deixou expressar os meus pontos de vista neste blogue diário que, para além de poder transmitir para o exterior o que invade a cabeça, também serve para eu próprio descarregar os desconsolos que me invadem, constantemente só por eu ser natural deste País onde também vivo e onde tenho de presenciar os comportamentos de uma quantidade enorme de gente que interfere nos actos que tocam aos habitantes da mesma nacionalidade que é a minha. Mas a verdade é que, encontrando este aparelho que tenho à frente, chamado computador, e que, em minha opinião ainda se encontra por inventar sem os defeitos e sem as surpresas que causam a quem os usa, de repente a não querer prestar o seu serviço e a negar-se a seguir o caminho que me serve para escrever, impediu-me, por isso, de dar seguimento ao meu habitual blogue.
E foi aí que eu me desconsolei, uma vez mais, de viver nesta Terra em que alguns se “orgulham” de ser a sua Pátria, pois que, necessitando de um técnico que se deslocasse a minha casa para solucionar o problema que apareceu, ao ter procurado, através da linha telefónica, encontrar um técnico que se deslocasse para solucionar o assunto, só deparei com negativas, isto é de empresas ligadas ao sector da informática me terem respondido ou que tinham pessoal em férias ou que não faziam deslocações para solucionar as emergências de tecnologia, pois que acartar com todo o aparelho até um estabelecimento da especialidade não é coisa que se peça a um indivíduo que já não se encontra com o físico robusto para suportar o peso do computador e da caixa. Afinal, com tantos milhares de desempregados que se anuncia existirem em Portugal, encontrar quem esteja disponível para pegar numa tarefa, sendo pago o trabalho e a deslocação, como é o meu caso, isso é que não se consegue, como digo acima.
Mas, seja lá como for, a verdade é que descobri que o meu antigo blogue, que foi substituído por outro endereço, passou a ser de novo aplicado e a explicação que recebi foi de que, por vezes, a origem deste tipo de comunicação muitas vezes é alterado pela empresa que dispõe das rédeas do serviço. Será assim ou é uma desculpa dos tidos como técnicos para não demonstrarem que o seu saber não é grande?
Mas eu tenho de confessar sem preocupação em arranjar forma de esconder as minhas falhas que, com tudo isto ando farto de suportar a vida de hoje. E não é apenas com o que ocorre em Portugal. Também tem a ver com o que passa por esse mundo fora, que faz com que os jornais e a própria televisão só transmitam noticiário de ocorrências de que o Homem é o causador único. É ele e só ele que é o culpado das brigas, guerras, destruições que provoca em todos os locais onde se encontra. E é por isso que já nem causa revolta ler informações que, como esta, antes me punha em fúria: de que os políticos acumulam pensões de reforma com a subvenção mensal vitalícia, sendo que esta, no ano corrente, atinge um valor de 9,1 milhões de euros e o valor médio da mesma subvenção ronda os 2.OOO euros mensais, os quais alguns políticos já reformados, como é o caso de antigos deputados acrescentarem ao valor atribuído para toda a vida após 12 anos de serviço no Parlamento, pensões de valor superior ao que é pego pela Caixa Geral de Aposentações.
Sabendo-se que há por aí “meninos” que acumulam todos os meses verbas escandalosas (e o exemplo que foi divulgado do que um “chefe” do clube de futebol Sporting auferiu entre Abril e Junho uma média de 20.500 euros, o que foi inferior ao que o seu antecessor encaixou e que foi de 21.400 por mês), ainda que se tratem de actuações que se encontram fora do alcance do Estado mas que, no exemplo dado, se refere a um clube de futebol que tem grandes ajudas dadas pelo País, sabendo de tudo isso devo confessar que o meu interesse em fazer este blogue todos os dias, sendo obrigado a referir sempre as “desgraças” que ocorrem no nosso território, para não falar no que sucede fora de portas, o meu entusiasmo em escrevinhar esses temas foi-se perdendo aos poucos e agora, depois desta paragem por motivo de uma birra do computador, desvaneceu-se ainda mais o que chegou a ser um prazer.
De diário passarei a ser temporário. Quando achar que vale a pena maçar os leitores e eu próprio gastar o meu latim…
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A VIDA
A vida passa com baixos e altos
rindo p’ra uns, gozando com outros
sorrateira ou correndo aos saltos
Não é a mesma para toda a gente
muda de face em cada momento
torna difícil caminhar em frente
Mas como os mortais, tem seus preferidos
há os que escolhe p’ra bem servir
e os que mantém sempre desvalidos
É cínica e traiçoeira a magana
ataca muitas vezes pelas costas
à bruta ou com ares de filigrana
Mas eis que de repente se arrepende
e no meio de enorme confusão
a uma prece avulsa lá atende
E tudo muda como por feitiço
de um grande azar algo se compõe
e dá também aos males um sumiço
A vida deixa assim seu conteúdo
tem de se atravessar com paciência
já que o tempo é borracha p’ra tudo
sábado, 10 de setembro de 2011
11 DE SETEMBRO
PASSARAM DEZ ANOS e a memória não se apagou. Georges Bush, então Presidente dos E.U.A., apanhou o maior susto da sua vida e, para além de múltiplos erros que cometeu durante a sua intervenção nessa qualidade, sobretudo em relação ao mundo, que ele considerava encontrar-se sob a sua alçada, também tomou a decisão de intervir no Iraque, com os resultados que ainda hoje são visíveis, e no Afeganistão, que perdura com o referido político já fora do palco da actuação política, tudo isso e até a tomada de posição para que fosse encontrado Ben Laden que, segundo parece, terá sido liquidado no período vigente do actual responsável da Casa Branca, mas surgindo um sucessor também sanguinário que se mostra disposto a prosseguir com as acções de terrorismo que neste tempo, já algo distante do que foi a destruição dos dois arranha-céus de Nova Iorque, se mantém a assustar vários países que se encontram alerta tomando as maiores precauções para que não sejam apanhados desprevenidos.
Pois, de uma maneira geral, muitos dos países que não se situam na esfera dos domínios árabes, assinalam o triste acontecimento, como demonstração de que, para além da mortandade de um número enorme de cidadãos de diferentes nacionalidades, mas que em maioria se tratavam de americanos, o que preocupa sobretudo é a eventualidade de se repetir uma catástrofe do género, quer em território “”yankee” quer numa outra zona europeia que, por diversas razões que os terroristas se arrogam de ter tal direito, não podem considerar-se libertos de estar fora dos horizontes sanguíneos desses doentios matadores suicidas que, sob influências religiosas, perdem as suas vidas apenas com o intuito de levar com ela todos os parceiros que se encontrem no espaço por eles escolhidos.
Se não existisse outro motivo para que o chamado Ocidente se una numa actuação que preocupa toda a massa imensa de população que não tem nada a ver com tentações de ferrenho seguimento do islamismo, esta situação chegaria para que, no caso da Europa, surgisse o tão demorado passo para que se faça nascer aquele propósito que esteve na origem da criação da então CEE. Todos juntos para que a sua força seja maior, quer na evolução quer na defesa de posições contrárias ao bem--estar de todos os cidadãos nascidos neste Continente.
Se os homens tivessem mais interesse em proteger-se conjuntamente do que em dividir para reinar no espaço que está à sua disposição, era esta a posição que se verificaria neste momento de recordação da tragédia do 11 de Setembro. E então, até se poderia dizer que a catástrofe tinha resultado em algo positivo… salvo seja!
Pois, de uma maneira geral, muitos dos países que não se situam na esfera dos domínios árabes, assinalam o triste acontecimento, como demonstração de que, para além da mortandade de um número enorme de cidadãos de diferentes nacionalidades, mas que em maioria se tratavam de americanos, o que preocupa sobretudo é a eventualidade de se repetir uma catástrofe do género, quer em território “”yankee” quer numa outra zona europeia que, por diversas razões que os terroristas se arrogam de ter tal direito, não podem considerar-se libertos de estar fora dos horizontes sanguíneos desses doentios matadores suicidas que, sob influências religiosas, perdem as suas vidas apenas com o intuito de levar com ela todos os parceiros que se encontrem no espaço por eles escolhidos.
Se não existisse outro motivo para que o chamado Ocidente se una numa actuação que preocupa toda a massa imensa de população que não tem nada a ver com tentações de ferrenho seguimento do islamismo, esta situação chegaria para que, no caso da Europa, surgisse o tão demorado passo para que se faça nascer aquele propósito que esteve na origem da criação da então CEE. Todos juntos para que a sua força seja maior, quer na evolução quer na defesa de posições contrárias ao bem--estar de todos os cidadãos nascidos neste Continente.
Se os homens tivessem mais interesse em proteger-se conjuntamente do que em dividir para reinar no espaço que está à sua disposição, era esta a posição que se verificaria neste momento de recordação da tragédia do 11 de Setembro. E então, até se poderia dizer que a catástrofe tinha resultado em algo positivo… salvo seja!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
AI, ESTAS FÉRIAS PORTUGUESAS!....
SE, AO LONGO DO ANO, a produção nacional é aquilo que se sabe, com a desculpa das férias o País pára quase completamente. Qualquer coisa que queiramos fazer para além do habitual já se sabe que se defronta coma dificuldade em encontrar quem esteja disponível para deitar uma mão. "Está-se de férias" é a desculpa encontrada a cada passo. E, por mais que o desemprego seja enorme e que as famílias se debatam com o enorme problema de não ter a natural remuneração em contrapartida do trabalho que executem, a verdade é que se depara com uma paralisação assustadora. Pois foi isto que sucedeu comigo, frente a um desarranjo estranho no meu blogue e em que fiz todos os esforços para encontrar alguém que fosse capaz de solucionar o problema. O resultado é que não consegui dar mostras do meu pensamento sobre os inúmeros problemas que me impediram de preencher esta coluna diária. E o que alcancei foi uma modificação do formato, posto que, dado como eu digo que está ainda por inventar o chamado computador perfeito, o único que consegui foi descobrir alguém que lonseg uiu proceder a esta alteração e que me provoca enorme dificuldade em habituar-me ao novo programa. Se houver alguém, entre os que me lêem diariamente, que me possa ajudar, pois fico muito agradecido. Entretanto dou agora largas ao que tenho para dizer e que seria muito se não deparasse com a alteração que me limita muito. O que tenho para expressar é que, esta minha paralisação provocou em mim uma acumulação de desgosto por não se verificar, por parte do Governo que parecia surgir com bastante força e gozando de um estado de graça que o beneficiava para se ir assistindo a passos rápidos e seguros das múltiplas alterações que o nosso sistema governativo precisa que lhes sejam aplicadas. O que eu teria feito durante estes dias em que não dei mostras de expressão no meu blogue!!! Claro que tem de existir um mínimo de ponderação para que não se verifiquem erros que sejam filhos de um excessivo dinamismo, mas o que se tem verificado é que se fala muito, como sempre antes, e resultados práticos esses não são mostrados. O que se espera para pôr fim às múltiplas empresas e instituições criadas pelo Estado e que representam a saída sucessiva de enormes verbas públicas que, ainda que o seu fim aumente o desemprego? Mais vale entrar agora com firmeza e não prosseguir com o desbarato que foi o Executivo anterior, dando todas as explicações dos passos que forem dados, mesmo que alguns signifiquem erros, mas quando este se assumem tudo é desculpável...
Pois aqui deixo alguma coisa escrita, não mudo no muito que há que expor, mas não me encontro ainda identificado com este meio de recurso e estou na esperança de que me chegue alguma ajuda que me anime a prosseguir.
Pois aqui deixo alguma coisa escrita, não mudo no muito que há que expor, mas não me encontro ainda identificado com este meio de recurso e estou na esperança de que me chegue alguma ajuda que me anime a prosseguir.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
NUMA ENTREVISTA DADA por Cavaco Silvam dias atrás, o Presidente referiu-se ao “casamento” que se está a verificar entre a Alemanha e a França e que tem conduzido a que os pontos de vista dos dois países se juntem no que diz respeito ao caminho da Europa, que dizem ser de 27, pelo que as suas vontades são as que mais força têm no conjunto e que os seus interesses, nem sempre condizentes com os da maioria, são defendidos com a força de uma Senhora Merkel e de um Sarkosy que já não têm nada a ver com o que foi a Europa da Guerra a que bastantes de nós ainda tiveram ocasião de sentir os efeitos.
Pois o nosso Presidente da República, estando consciente da importância dessa comunhão franco-germânica, não faz o que pareceria mais adequado e que seria o encaminhamento, pelo menos pela formação de um ponto de vista, de existir uma unidade semelhante no que diz respeito ao que, pelo menos geograficamente, se pode considerar como a mais natural: a da formação de um enfrentar, de braço dado, de dois países que se situam lado a lado na ponta oeste do Continente europeu.
É evidente que os tratados de ordem económica, social e política, sobretudo esta, têm de ser iniciados e subscritos pelos governos e só raramente pelos chefes de Estado. Sobretudo nas Nações, como é a nossa, em que as Constituições estabelecem limites à actuação das figuras que têm o lugar mais cimeiro na escala do Estado. Mas não se pode negar que o exemplo, a palavra e a conduta das figuras do topo, e, no caso das Monarquias, até os próprios Reis e Rainhas, constituem uma formação que os políticos partidários sempre levam em alguma linha de conta, ainda que nem sempre sigam as directrizes que são originárias de quem, como é nosso caso, se situa no Palácio de Belém. Mas que, as teses oriundas desses pelouros, especialmente se são proclamadas em público, se as populações mostram alguma tendência para as aceitar é evidente que alguma força alcançam, obrigando, pelo menos, as forças situadas no Poder a colher ou a recusar aquilo que surge da área presidencial, mas, seja como for, a tomar uma posição. Na ignorância é que não permanecem.
Continuando fiel à tese que eu defendo há muitos anos, já desde a vigência do anterior regime, até com uma coluna semanal, no velho Jornal do Comércio, com o título genérico de “Campanha para uma criação económica luso-espanhola”, que acabou por ser proibida pela Censura e me colocou numa posição difícil, com a perseguição e suas consequências feitas pela PIDE, não encontrando até hoje controvérsia convincente para que nos mantenhamos da posição de isolados na ponta da Europa, não posso mudar de opinião, especialmente quando tão necessária é a formação de um núcleo de interesses por parte de mais do que participante na antiga CEE, sendo o ideal que não se fique apenas por grupos isolados, dado que, como se tem verificado e não se encontra à vista que a tal união europeia venha a ser uma realidade, como os seus fundadores preconizaram anos atrás, os exemplos que surjam dentro deste espírito só poderão ser da maior utilidade para a Europa que se deseja. E, obviamente, não é por agrupamentos saídos de uns tantos pares de nações que a unidade se constitui, mas, por algum lado se deve começar e o caso franco-alemão maior atenção deveria despertar para que, neste extremo europeu, se seguisse o exemplo.
Mas o tema, nas minhas teses, é já suficientemente conhecido. E a falta de discussão sobre a sua aplicação na prática, o desinteresse que se verifica por cá, e vem desde a época salazarista, dão mostras de que o velho “aljubarrotismo” se mantém e, tudo indica, será necessário deixar passar algumas gerações e, nesse caso, provavelmente cada vez mais nos enterrarmos na falta de um programa que nos retire da posição em que vivemos deste a nossa fundação como País.
Haja quem se quem se mentalize de que é mais do que tempo para sermos, de facto, EUROPEUS…
Pois o nosso Presidente da República, estando consciente da importância dessa comunhão franco-germânica, não faz o que pareceria mais adequado e que seria o encaminhamento, pelo menos pela formação de um ponto de vista, de existir uma unidade semelhante no que diz respeito ao que, pelo menos geograficamente, se pode considerar como a mais natural: a da formação de um enfrentar, de braço dado, de dois países que se situam lado a lado na ponta oeste do Continente europeu.
É evidente que os tratados de ordem económica, social e política, sobretudo esta, têm de ser iniciados e subscritos pelos governos e só raramente pelos chefes de Estado. Sobretudo nas Nações, como é a nossa, em que as Constituições estabelecem limites à actuação das figuras que têm o lugar mais cimeiro na escala do Estado. Mas não se pode negar que o exemplo, a palavra e a conduta das figuras do topo, e, no caso das Monarquias, até os próprios Reis e Rainhas, constituem uma formação que os políticos partidários sempre levam em alguma linha de conta, ainda que nem sempre sigam as directrizes que são originárias de quem, como é nosso caso, se situa no Palácio de Belém. Mas que, as teses oriundas desses pelouros, especialmente se são proclamadas em público, se as populações mostram alguma tendência para as aceitar é evidente que alguma força alcançam, obrigando, pelo menos, as forças situadas no Poder a colher ou a recusar aquilo que surge da área presidencial, mas, seja como for, a tomar uma posição. Na ignorância é que não permanecem.
Continuando fiel à tese que eu defendo há muitos anos, já desde a vigência do anterior regime, até com uma coluna semanal, no velho Jornal do Comércio, com o título genérico de “Campanha para uma criação económica luso-espanhola”, que acabou por ser proibida pela Censura e me colocou numa posição difícil, com a perseguição e suas consequências feitas pela PIDE, não encontrando até hoje controvérsia convincente para que nos mantenhamos da posição de isolados na ponta da Europa, não posso mudar de opinião, especialmente quando tão necessária é a formação de um núcleo de interesses por parte de mais do que participante na antiga CEE, sendo o ideal que não se fique apenas por grupos isolados, dado que, como se tem verificado e não se encontra à vista que a tal união europeia venha a ser uma realidade, como os seus fundadores preconizaram anos atrás, os exemplos que surjam dentro deste espírito só poderão ser da maior utilidade para a Europa que se deseja. E, obviamente, não é por agrupamentos saídos de uns tantos pares de nações que a unidade se constitui, mas, por algum lado se deve começar e o caso franco-alemão maior atenção deveria despertar para que, neste extremo europeu, se seguisse o exemplo.
Mas o tema, nas minhas teses, é já suficientemente conhecido. E a falta de discussão sobre a sua aplicação na prática, o desinteresse que se verifica por cá, e vem desde a época salazarista, dão mostras de que o velho “aljubarrotismo” se mantém e, tudo indica, será necessário deixar passar algumas gerações e, nesse caso, provavelmente cada vez mais nos enterrarmos na falta de um programa que nos retire da posição em que vivemos deste a nossa fundação como País.
Haja quem se quem se mentalize de que é mais do que tempo para sermos, de facto, EUROPEUS…
domingo, 31 de julho de 2011
TER FORÇA NA EUROPA aljubarrotismos…
NUMA ENTREVISTA DADA por Cavaco Silvam dias atrás, o Presidente referiu-se ao “casamento” que se está a verificar entre a Alemanha e a França e que tem conduzido a que os pontos de vista dos dois países se juntem no que diz respeito ao caminho da Europa, que dizem ser de 27, pelo que as suas vontades são as que mais força têm no conjunto e que os seus interesses, nem sempre condizentes com os da maioria, são defendidos com a força de uma Senhora Merkel e de um Sarkosy que já não têm nada a ver com o que foi a Europa da Guerra a que bastantes de nós ainda tiveram ocasião de sentir os efeitos.
Pois o nosso Presidente da República, estando consciente da importância dessa comunhão franco-germânica, não faz o que pareceria mais adequado e que seria o encaminhamento, pelo menos pela formação de um ponto de vista, de existir uma unidade semelhante no que diz respeito ao que, pelo menos geograficamente, se pode considerar como a mais natural: a da formação de um enfrentar, de braço dado, de dois países que se situam lado a lado na ponta oeste do Continente europeu.
É evidente que os tratados de ordem económica, social e política, sobretudo esta, têm de ser iniciados e subscritos pelos governos e só raramente pelos chefes de Estado. Sobretudo nas Nações, como é a nossa, em que as Constituições estabelecem limites à actuação das figuras que têm o lugar mais cimeiro na escala do Estado. Mas não se pode negar que o exemplo, a palavra e a conduta das figuras do topo, e, no caso das Monarquias, até os próprios Reis e Rainhas, constituem uma formação que os políticos partidários sempre levam em alguma linha de conta, ainda que nem sempre sigam as directrizes que são originárias de quem, como é nosso caso, se situa no Palácio de Belém. Mas que, as teses oriundas desses pelouros, especialmente se são proclamadas em público, se as populações mostram alguma tendência para as aceitar é evidente que alguma força alcançam, obrigando, pelo menos, as forças situadas no Poder a colher ou a recusar aquilo que surge da área presidencial, mas, seja como for, a tomar uma posição. Na ignorância é que não permanecem.
Continuando fiel à tese que eu defendo há muitos anos, já desde a vigência do anterior regime, até com uma coluna semanal, no velho Jornal do Comércio, com o título genérico de “Campanha para uma criação económica luso-espanhola”, que acabou por ser proibida pela Censura e me colocou numa posição difícil, com a perseguição e suas consequências feitas pela PIDE, não encontrando até hoje controvérsia convincente para que nos mantenhamos da posição de isolados na ponta da Europa, não posso mudar de opinião, especialmente quando tão necessária é a formação de um núcleo de interesses por parte de mais do que participante na antiga CEE, sendo o ideal que não se fique apenas por grupos isolados, dado que, como se tem verificado e não se encontra à vista que a tal união europeia venha a ser uma realidade, como os seus fundadores preconizaram anos atrás, os exemplos que surjam dentro deste espírito só poderão ser da maior utilidade para a Europa que se deseja. E, obviamente, não é por agrupamentos saídos de uns tantos pares de nações que a unidade se constitui, mas, por algum lado se deve começar e o caso franco-alemão maior atenção deveria despertar para que, neste extremo europeu, se seguisse o exemplo.
Mas o tema, nas minhas teses, é já suficientemente conhecido. E a falta de discussão sobre a sua aplicação na prática, o desinteresse que se verifica por cá, e vem desde a época salazarista, dão mostras de que o velho “aljubarrotismo” se mantém e, tudo indica, será necessário deixar passar algumas gerações e, nesse caso, provavelmente cada vez mais nos enterrarmos na falta de um programa que nos retire da posição em que vivemos deste a nossa fundação como País.
Haja quem se quem se mentalize de que é mais do que tempo para sermos, de facto, EUROPEUS…
NUMA ENTREVISTA DADA por Cavaco Silvam dias atrás, o Presidente referiu-se ao “casamento” que se está a verificar entre a Alemanha e a França e que tem conduzido a que os pontos de vista dos dois países se juntem no que diz respeito ao caminho da Europa, que dizem ser de 27, pelo que as suas vontades são as que mais força têm no conjunto e que os seus interesses, nem sempre condizentes com os da maioria, são defendidos com a força de uma Senhora Merkel e de um Sarkosy que já não têm nada a ver com o que foi a Europa da Guerra a que bastantes de nós ainda tiveram ocasião de sentir os efeitos.
Pois o nosso Presidente da República, estando consciente da importância dessa comunhão franco-germânica, não faz o que pareceria mais adequado e que seria o encaminhamento, pelo menos pela formação de um ponto de vista, de existir uma unidade semelhante no que diz respeito ao que, pelo menos geograficamente, se pode considerar como a mais natural: a da formação de um enfrentar, de braço dado, de dois países que se situam lado a lado na ponta oeste do Continente europeu.
É evidente que os tratados de ordem económica, social e política, sobretudo esta, têm de ser iniciados e subscritos pelos governos e só raramente pelos chefes de Estado. Sobretudo nas Nações, como é a nossa, em que as Constituições estabelecem limites à actuação das figuras que têm o lugar mais cimeiro na escala do Estado. Mas não se pode negar que o exemplo, a palavra e a conduta das figuras do topo, e, no caso das Monarquias, até os próprios Reis e Rainhas, constituem uma formação que os políticos partidários sempre levam em alguma linha de conta, ainda que nem sempre sigam as directrizes que são originárias de quem, como é nosso caso, se situa no Palácio de Belém. Mas que, as teses oriundas desses pelouros, especialmente se são proclamadas em público, se as populações mostram alguma tendência para as aceitar é evidente que alguma força alcançam, obrigando, pelo menos, as forças situadas no Poder a colher ou a recusar aquilo que surge da área presidencial, mas, seja como for, a tomar uma posição. Na ignorância é que não permanecem.
Continuando fiel à tese que eu defendo há muitos anos, já desde a vigência do anterior regime, até com uma coluna semanal, no velho Jornal do Comércio, com o título genérico de “Campanha para uma criação económica luso-espanhola”, que acabou por ser proibida pela Censura e me colocou numa posição difícil, com a perseguição e suas consequências feitas pela PIDE, não encontrando até hoje controvérsia convincente para que nos mantenhamos da posição de isolados na ponta da Europa, não posso mudar de opinião, especialmente quando tão necessária é a formação de um núcleo de interesses por parte de mais do que participante na antiga CEE, sendo o ideal que não se fique apenas por grupos isolados, dado que, como se tem verificado e não se encontra à vista que a tal união europeia venha a ser uma realidade, como os seus fundadores preconizaram anos atrás, os exemplos que surjam dentro deste espírito só poderão ser da maior utilidade para a Europa que se deseja. E, obviamente, não é por agrupamentos saídos de uns tantos pares de nações que a unidade se constitui, mas, por algum lado se deve começar e o caso franco-alemão maior atenção deveria despertar para que, neste extremo europeu, se seguisse o exemplo.
Mas o tema, nas minhas teses, é já suficientemente conhecido. E a falta de discussão sobre a sua aplicação na prática, o desinteresse que se verifica por cá, e vem desde a época salazarista, dão mostras de que o velho “aljubarrotismo” se mantém e, tudo indica, será necessário deixar passar algumas gerações e, nesse caso, provavelmente cada vez mais nos enterrarmos na falta de um programa que nos retire da posição em que vivemos deste a nossa fundação como País.
Haja quem se quem se mentalize de que é mais do que tempo para sermos, de facto, EUROPEUS…
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